O colágeno é a principal proteína estrutural encontrada na matriz
extracelular e nos tecidos conectivos do corpo humano. Em média
representa cerca de 30% do total das proteínas corporais.
Por fazer parte da composição corporal, o colágeno possui alta
resistência à tração, uma vez que tem como característica principal a
formação fibras insolúveis.
Há mais de 20 tipos diferentes de colágeno, porém os mais importantes
são os tipos I, II, III, IV e V, os quais compõem a maior parte do
colágeno dos músculos, ossos, tendões e pele.
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Tipo I: É o mais comum, aparece nos tendões, cartilagem, ossos e pele;
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Tipo II: Presente nos olhos e cartilagem;
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Tipo III: Presentes em fígado, pulmões e artérias;
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Tipo IV: Presente nos rins e diversos órgãos internos;
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Tipo V: Presente na superfície das células, cabelo e placenta.
O colágeno é formado por glicina, assim como de prolina e lisina
(aminoácidos). No entanto, para que haja a síntese de colágeno é
necessário o ascorbato, ferro e outros cofatores, como a glutamina e
arginina (aminoácidos) junto a uma dieta balanceada.
Com o passar do tempo, o corpo pode sofrer algumas privações desta
substância, principalmente perante a má alimentação atual, muitas vezes
carente de nutrientes, fibras e água e abundante de gorduras saturadas,
carboidratos refinados e sódio.
Durante os primeiros anos até a puberdade, essas deficiências não são
visíveis e nem mostram suas evidências. A falta destes nutrientes e de
colágeno vai se tornar mais visível e notável quando o homem entra na
fase da maturidade, fase em que há uma possibilidade maior dele sofrer
fraturas com freqüência. Também é nessa etapa da vida que começam a
aparecer as rugas, pois a pele não tem mais a mesma elasticidade de
antes, isto ocorre também através da modificação na estrutura bioquímica
do colágeno. O excesso à exposição dos raios solares também podem
acelerar este processo.
Quando ocorre deficiência de colágeno no organismo pode ocorrer também
problemas como: má formação óssea, rigidez muscular, problemas de
crescimento, inflamação nos ligamentos (osteoartrite, artrose), doenças
cutâneas, entre outros.
As mulheres são as que mais sofrem com a perda de colágeno, pois
apresentam uma quantidade menor desta proteína no corpo,
comparativamente aos homens. Além disso, a deficiência de estrogênio que
ocorre no sexo feminino por volta dos 45-50 anos faz com que haja uma
diminuição da quantidade de fibroblastos, células responsáveis pela
produção do colágeno, que junto com outra proteína, a elastina, compõe a
trama de sustentação da pele.
Toda essa mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e
leva a uma menor capacidade de retenção de água pelas células, além de
desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que
produzem a oleosidade que protege a pele como um filtro natural. Sem a
mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida,
quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da
exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as
manchas irão proliferar com rapidez.
O colágeno tipo II está presente nas articulações altamente hidratadas,
sua composição é que possibilita alta resistência, elasticidade e
compressibilidade da cartilagem articular, tecido que amortece e dissipa
forças recebidas, reduzindo a fricção. Com o envelhecimento ou através
de sobrecarga, estas estruturas também podem sofrer alterações e ter
efeitos como diminuição da extensão e qualidade dos movimentos, ou seja,
incapacidade funcional.
A partir deste momento, é interessante fazer uma análise para examinar o
que está danificado ou gasto pelo tempo, para fazer mudanças que
possibilitem que seu corpo siga em frente e continue a operar seus shows
de transformações. Praticar exercícios físicos, reforçar a alimentação
saudável, levar uma vida regrada e saudável, tem uma grande colaboração.
O colágeno, além de ser uma proteína muito estudada pelos
pesquisadores, possui uma repercussão muito grande na mídia, só quanto a
importância na área da estética e beleza, ou seja, para retardar o
envelhecimento da pele, flacidez dos tecidos, rugas, porém, sua função
vai ainda mais longe uma vez que tal proteína também pode ser encontrada
na estrutura celular dos cabelos, unhas, músculos, tendões,
articulações, cartilagens, ossos, os nervos, neurotransmissores,
enzimas, sangue, linfa, anticorpos e hormônios e também na prevenção
da artrite e artrose e inclusive auxiliando a refazer a impermeabilidade
da parede do intestino ocasionada por processos inflamatórios
(recupera a estrutura da parede intestinal).
Como deveria ser então uma dieta indutora de formação de colágeno?
Alguns alimentos ricos em fibras, vitaminas do complexo B, vitamina C,
flavonoides, ácido fólico e silício além de proteínas, dos prebióticos e
probióticos, podem auxiliar na formação do colágeno e também na
reestruturação dos tecidos.
• Carnes, ovos, peixes: Além
de fontes de proteínas, são importantes fontes de vitaminas B6 e B12.
Essas vitaminas estão envolvidas no metabolismo de carboidratos,
lipídios, aminoácidos e de neurotransmissores bem como são precursoras
de algumas enzimas. Também são importantes para a flora intestinal.
• Folhosos verde-escuros (brócolis, espinafre), feijão, ervilha, lentilhas, grãos, gema de ovo, fígado bovino e laranja: São alimentos fontes de ácido fólico. Nutriente importante para síntese do RNA e DNA, fundamentais na replicação celular.
• Cerejas, uvas, soja: Contêm
flavonoides, potente antioxidante cuja função é neutralizar os radicais
livres, já que esses radicais são responsáveis pelo envelhecimento
celular. Além disso, estimulam a renovação celular.
• Aveia e leguminosas: Ambos
são alimentos fonte de silício, importante mineral, proveniente dos
vegetais, cuja função é auxiliar na manutenção da rigidez celular
importante para os músculos, tendões, articulações e cartilagens.
• Alimentos ricos em vitamina C: Facilitam a síntese do colágeno, como acerola, laranja, abacaxi, limão, etc.