quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dislipidemia na infância e Adolescência


img-dislipidemia1A importância da dislipidemia na formação das placas de aterosclerose, determinando Doenças Cardiovasculares como Infarto e Acidente Vascular Cerebral (“derrame cerebral”) já é bem reconhecida nos adultos. Porém, nos últimos anos, essa preocupação tem se estendido à faixa pediátrica, pois sabe-se que esse processo pode já se iniciar na infância, com evolução silenciosa.

Hoje, devido ás mudanças de hábitos alimentares e sedentarismo, a obesidade infantil tem aumentado assustadoramente, e as alterações de colesterol e Triglicérides é frequente.

Além da obesidade, há outras doenças que cursam com dislipidemia na infância: Diabetes, Hipotireoidismo, Síndrome Nefrótica, Insuficiência Renal Crônica, Lupus Eritematoso Sistêmico, Deficiência de Hormônio de Crescimento, Infecção por HIV. O uso crônico algumas medicações também podem ocasionar hiperlipidemia, como Carbamazepina, Acido Valproico e Corticóides.

Segundo a I Diretriz Brasileira para a prevenção de Aterosclerose na Infância e adolescência, a triagem de dislipidemias deve ser feita em todas as crianças a partir dos 10 anos de idade, com dosagem de Colesterol Total em jejum.

Deve-se solicitar perfil lipídico de crianças de 2 a 10 anos quando:
  • Pais ou avós com história de aterosclerose precoce;
  • Parentes de primeiro grau com valores de colesterol total 240 mg/dL e de triglicérides 400 mg/dL;
  • Possui outros fatores de risco, como Diabetes, HIV positivo, Síndrome Nefrótica e Lupus Eritematoso Sistêmico;
  • História familiar desconhecida
Valores de Referência na Infância:

Desejável (mg/dl) Limitrofe (mg/dl) Aumentado (mg/dl)
Colesterol Total <150 150-169 >170
LDL-c <100 100-129 >130
HDL-c >45 --- ---
Triglicerides <100 100-129 >130

I Diretriz Brasileira para a prevenção de Aterosclerose na Infância e adolescência

Prevenção e Tratamento

img-dislipidemia-2A prevenção da dislipidemia deve iniciar ao nascimento, com o Aleitamento materno exclusivo até 6 meses de idade.

A introdução dos alimentos complementares deve ser balanceada, evitando alimentos industrializados e estimulando o consumo de legumes, hortaliças e frutas.

Em crianças maiores, mesmo nos lanches ou períodos de laser, oferecer alimentos saudáveis, evitando doces, guloseimas e salgadinhos.

Estimular a pratica de atividades físicas desde a infância, diminuindo o períodos de televisão, vídeo-game ou computador.

O tratamento inicial é sempre a mudança dos hábitos alimentares, diminuindo carnes gordurosas, laticínios, óleo, alimentos industrializados e bolachas recheadas, acompanhado de aumento da prática de atividades físicas.

O tratamento medicamentoso fica reservado para casos de hipercolesterolemia e/ou hipertrigliceridemia persistentes,sem resposta ao tratamento conservador, em crianças acima de 8 anos de idade, associado a fatores de risco.

Transtorno alimentar seletivo: o que você sabe sobre isso?

Em uma consulta ao pediatra e nos consultórios de nutrição, não é incomum ver pais que estão, no mínimo, preocupados com os hábitos alimentares dos seus filhos, alguns porque comem muito, outros porque comem pouco. Em sua fase de descobertas, é normal que as crianças não apresentem apetite para todos os grupos alimentares ou todos os tipos de alimentos, porém há aqueles que apresentam grande restrição alimentar, caracterizada pela recusa e desinteresse por muitos alimentos.
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A rejeição exagerada pode indicar um distúrbio chamado “Transtorno Alimentar Seletivo”. Nesse caso, a dieta fica restrita a um grupo alimentar, geralmente carboidratos e processados ricos em açúcar, que garantem energia. Crianças que apresentam o comportamento desse distúrbio têm pouco apetite, além de apresentarem extrema recusa a novos alimentos e aversão a frutas, legumes e verduras. Apesar de ser mais comum em pessoas que apresentam outros tipos de transtornos, o TAS pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade e persistir por anos.
É importante salientar que o transtorno alimentar seletivo não está ligado à bulimia ou anorexia, pois neste caso o paciente não se preocupa com o seu peso ou com a sua imagem, ele rejeita o alimento por, de fato, não se interessar por ele. Há diversas possibilidades que justificam o surgimento desse distúrbio, principalmente relacionadas a componentes biológicos e psicológicos.
As desconfianças das causas são:
  • Paladar muito aguçado:
Algumas pessoas, ainda na infância, apresentam o paladar muito aguçado, fugindo à normalidade. Isso pode causar certa preferência por alguns alimentos e recusa por outros, levando em conta o seu sabor.
  • Manifestações sensoriais:
O cheiro ou a aparência do alimento também podem colaborar com o surgimento do distúrbio. Muitas pessoas possuem alta sensibilidade a essas características e, por isso, podem desenvolver rejeição a certos grupos alimentares.
  • Fatores psicológicos:
Muitas pessoas associam o alimento a experiências traumáticas ou desagradáveis já vividas, como uma azia resultante de um almoço ou jantar ou um forte enjoo após experimentar certo alimento.
Infelizmente, para os que convivem com esse distúrbio, as consequências podem ir desde a deficiência em nutrientes no organismo até problemas sérios de saúde, como diabetes e colesterol alto. Além de consequências biológicas, as consequências psicossociais têm forte influência no paciente do TAS, muitas pessoas se sentem constrangidas e tendem a se afastar de grupos sociais evitando convites para almoços, jantares e demais confraternizações.
Para as crianças, o tratamento deve ser feito sob orientação de um nutricionista, que indicará quais os melhores caminhos para superar o distúrbio e incluir novos alimentos na dieta, já para os adultos, o acompanhamento correto é feito através de consultas clínicas ao nutricionista e o auxílio do psicólogo.
Apesar de ser uma descoberta recente, padrões alimentares inadequados têm feito pacientes há muitos anos e, por isso, merece atenção especial. Não hesite em procurar por auxílio clínico e mantenha atenção à sua dieta.
Para quem deseja ser saudável por dentro e por fora.

Exercícios e alimentos são aliados no tratamento das varizes


TConsumo de abacaxi também é indicado para quem tem varizes - Foto: Juliano Ribeiro | Seagro-TO

 
  • Consumo de abacaxi também é indicado para quem tem varizes



    O tratamento das varizes irá depender da gravidade das mesmas e deve ser realizado por um hematologista. Alguns fatores predispõem ao aparecimento das varizes, como obesidade, sedentarismo, envelhecimento, prisão de ventre, roupas apertadas e pressão nas pernas. A nutrição pode auxiliar na prevenção e/ou tratamento desse quadro. Alimentos ricos em antioxidantes, fibras e vasodilatadores naturais são indicados.

    As fibras melhoram o funcionamento intestinal e evitam o esforço durante a evacuação. A vitamina C e flavonóides presentes em frutas vermelhas (amora, morango orgânico, cranberry, mirtilo, framboesa, uvas, goji berry) podem fortalecer a estrutura das veias, o que melhora a saúde dos vasos; além do fortalecimento de capilares por diminuírem a formação de radicais livres.

    O suco de beterraba contém o nitrato que leva à uma vasodilatação e melhora da circulação. O consumo de abacaxi, alho, cebola e gegibre também é recomendado, pois esses alimentos melhoram o funcionamento do sistema cardiovascular.

    A prática de atividade física também é essencial para a melhora da circulação e evitar o aparecimento das varizes.

    Benefícios da beterraba - Os cientistas acreditam que essa melhora se dá pela conversão do nitrato em óxido nítrico, aumentando a vasodilatação arterial e promovendo um melhor fluxo de sangue, nutrientes e oxigênio para os músculos. Pesquisadores da Ithaca College, de Nova York, demonstraram que a betaína presente na beterraba associada à bebidas esportivas pode melhorar o desempenho em cerca de 6%, pois segundo eles, ela pode contribuir com a síntese de creatina, o que melhora a força, potência e desempenho do atleta em curto prazo.

    Para os esportistas a recomendação é consumir o suco de beterraba seis dias antes de uma corrida de rua, por exemplo. Por ser rica em ferro também auxilia numa melhora da disposição e na prevenção de uma anemia. Não deve ser consumida por pessoas com problemas renais por ser rica em ácido oxálico.

OBESIDADE INFANTIL


Apesar de ser fácil de calcular e interpretar, os parâmetros oferecidos pelo IMC não costumam ser utilizados isoladamente para determinar a presença de Obesidade Infantil. Para tanto, os especialistas empregam uma tabela de percentis relacionados ao IMC. Estes percentis variam de acordo com a altura, o peso e a idade da criança. A Obesidade Infantil corresponde a um percentil acima de 95, ou um peso cerca de 20% acima do considerado ideal para a idade e altura.

A Obesidade Infantil já é considerada o distúrbio nutricional mais comum na infância. Em 1998, a Organização Mundial de Saúde declarou a Obesidade Infantil uma "epidemia global": mais de 22 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos apresentam excesso de peso ou obesidade franca. Mais de 2/3 destas crianças se tornarão adultos obesos e terão sua expectativa de vida reduzida em 5 a 20 anos.
No Brasil, apesar da desnutrição ainda ser uma triste realidade, a Obesidade Infantil praticamente dobrou nos últimos 10 anos. Calcula-se que cerca de 15% das crianças brasileiras sejam obesas.

Nem mesmo os especialistas conseguiram entrar em um acordo sobre como determinar se uma criança está obesa ou não.
Um dos índices mais conhecidos para avaliar o nível de Obesidade é o Índice de Massa Corpórea, conhecido pela abreviatura IMC. O IMC foi adotado pela Organização Mundial de Saúde para estabelecer os critérios de obesidade.
O IMC (expresso em kg/m²) é determinado pela fórmula:

Peso do corpo em Kg

altura x altura
De acordo com o valor do IMC, é possível determinar nível de Obesidade de uma pessoa:

VALOR DO IMC

SIGNIFICADO

Igual ou Menor

que 18 kg/m²
Baixo peso em relação à altura

Entre 19 e 24 kg/m²
Peso normal e proporcional à altura

Entre 25 e 26 kg/m²
Peso acima do normal em relação à altura (sobrepeso)

Entre 27 e 39 kg/m²
Peso acima do normal em relação à altura (obesidade)

Igual ou acima

de 40 kg/m²
Obesidade Mórbida

Existe uma discussão considerável sobre os motivos que estão produzindo as multidões de crianças obesas que avançam pelo Século XXI. A causa mais comum repousa no desequilíbrio entre o que a criança come e a energia que ela gasta.
A dieta brasileira tradicional (arroz, feijão, carne, saladas, legumes e frutas) vem sendo substituída por opções ricas em calorias, porém nem sempre com bom valor nutricional. E para piorar a situação, as porções dos lanches vêm aumentando assustadoramente.
As refeições hipercalóricas não são um problema das classes mais favorecidas: as estatísticas mostram que a Obesidade Infantil afeta todos os níveis sociais. Afinal de contas, é simples, barato e fácil comprar e consumir alimentos ricos em calorias (biscoitos, salgadinhos industrializados, doces) que alimentos mais saudáveis (como frutas, verduras, legumes, etc).
Outras mudanças no estilo de vida trazidas pela modernidade também estão no centro do problema. O sedentarismo aumentou. As crianças passam mais tempo na frente da TV e do videogame do que correndo na rua, jogando bola ou andando de bicicleta.
Cerca de 10% das crianças que passam mais de 1 hora na frente da TV são obesas. A TV preenche o tempo livre de boa parte das crianças e estimula o consumo de alimentos pouco nutritivos, porém ricos em calorias. Mais da metade dos comerciais veiculados durante programas infantis fazem propaganda de lanches, refrigerantes, sucos ou outros tipos de alimentos hipercalóricos.
Como as crianças de hoje têm o mesmo tamanho daquelas de outrora, o resultado do maior consumo de calorias e do aumento do sedentarismo só poderia resultar em uma coisa: Obesidade.

6 PRINCIPAIS CAUSAS DA OBESIDADE INFANTIL
  1. Causas Nutricionais: de longe o fator mais comumente envolvido.
  2. Causas Psicológicas: crianças ansiosas terminam comendo mais.
  3. Causas Ambientais: a falta de atividade física é a principal representante deste grupo
  4. Causas Hormonais: algumas doenças endócrinas (p.ex., Hipotireoidismo, síndrome de Cushing, Deficiência de Hormônio do Crescimento, etc) podem se manifestar com ganho de peso. Estas doenças respondem por cerca de 10% dos casos de Obesidade Infantil.
  5. Causas Genéticas: crianças portadoras de Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outros distúrbios genéticos realmente têm "facilidade" para engordar.
  6. Causas Medicamentosas: alguns medicamentos, como os corticóides, podem provocar ganho de peso.

A obesidade infantil pode afetar a saúde da criança de diversas formas. A depressão é freqüente. Quando associada à baixa auto-estima, ela pode dificultar o relacionamento social da criança e resultar em uma sensação de impotência frente ao problema. Estudos mostram que crianças obesas apresentam uma tendência maior para desenvolver problemas psiquiátricos quando comparadas a crianças não-obesas.
A obesidade infantil tende a se estender para a idade adulta: cerca de 40-70% das crianças que chegam à adolescência obesas se tornam obesas pelo resto da vida. Os problemas cardiovasculares e respiratórios se iniciam na infância e podem se agravar com os anos. A obesidade também diminuir o potencial de aprendizado da criança.
A quantidade de gordura corporal total e os depósitos localizados de gordura estão associados ao desenvolvimento de várias doenças degenerativas crônicas, tais como aterosclerose, doença coronariana, hipertensão e diabetes melito.
Pesquisadores descobriram que crianças que sofrem de obesidade desenvolvem alterações ateroscleróticas nas artérias coronarianas ainda durante a infância. Em alguns casos, estas alterações podem evoluir para lesões obstrutivas, angina e infarto em poucas décadas. Felizmente, o processo é reversível nos estágios iniciais, bastando que a criança controle de modo adequado o excesso de peso.

COMPLICAÇÕES DA OBESIDADE INFANTIL

NO CURTO PRAZO
  • Asma e Apnéia do sono.
  • Problemas ortopédicos.
  • Disfunção do fígado devido ao acúmulo de gordura
  • Inflamação e formação de pedras na vesícula.
  • Acne.
  • Assaduras e dermatites.
  • Enxaqueca.
  • Depressão.
  • Aumento dos níveis de colesterol no sangue.

NO LONGO PRAZO
  • Diabetes melito.
  • Hipertensão arterial
  • Tromboses
  • Derrame
  • Doença coronariana
  • Angina e infarto.
  • Gota
  • Osteoartrite
  • Artroses.
  • Depressão e ansiedade crônicas.
  • Diminuição da expectativa de vida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O COLÁGENO EM FAVOR DA BELEZA E DA SAÚDE

O colágeno é a principal proteína estrutural encontrada na matriz extracelular e nos tecidos conectivos do corpo humano. Em média representa cerca de 30% do total das proteínas corporais. 
 
Por fazer parte da composição corporal, o colágeno possui alta resistência à tração, uma vez que tem como característica principal a formação fibras insolúveis.
 
Há mais de 20 tipos diferentes de colágeno, porém os mais importantes são os tipos I, II, III, IV e V, os quais compõem a maior parte do colágeno dos músculos, ossos, tendões e pele.
 
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  • Tipo I: É o mais comum, aparece nos tendões, cartilagem, ossos e pele;
  • Tipo II: Presente nos olhos e cartilagem;
  • Tipo III: Presentes em fígado, pulmões e artérias; 
  • Tipo IV: Presente nos rins e diversos órgãos internos;
  • Tipo V:  Presente na superfície das células, cabelo e placenta.
O colágeno é formado por glicina, assim como de prolina e lisina (aminoácidos). No entanto, para que haja a síntese de colágeno é necessário o ascorbato, ferro e outros cofatores, como a glutamina e arginina (aminoácidos) junto a uma dieta balanceada.
 
Com o passar do tempo, o corpo pode sofrer algumas privações desta substância, principalmente perante a má alimentação atual, muitas vezes carente de nutrientes, fibras e água e abundante de gorduras saturadas, carboidratos refinados e sódio.    
 
Durante os primeiros anos até a puberdade, essas deficiências não são visíveis e nem mostram suas evidências. A falta destes nutrientes e de colágeno vai se tornar mais visível e notável quando o homem entra na fase da maturidade, fase em que há uma possibilidade maior dele sofrer fraturas com freqüência. Também é nessa etapa da vida que começam a aparecer as rugas, pois a pele não tem mais a mesma elasticidade de antes, isto ocorre também através da modificação na estrutura bioquímica do colágeno. O excesso à exposição dos raios solares também podem acelerar este processo.
 
Quando ocorre deficiência de colágeno no organismo pode ocorrer também problemas como: má formação óssea, rigidez muscular, problemas de crescimento, inflamação nos ligamentos (osteoartrite, artrose), doenças cutâneas, entre outros.
 
As mulheres são as que mais sofrem com a perda de colágeno, pois apresentam uma quantidade menor desta proteína no corpo, comparativamente aos homens. Além disso, a deficiência de estrogênio que ocorre no sexo feminino por volta dos 45-50 anos faz com que haja uma diminuição da quantidade de fibroblastos, células responsáveis pela produção do colágeno, que junto com outra proteína, a elastina, compõe a trama de sustentação da pele. 
 
Toda essa mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e leva a uma menor capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a pele como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez.
 
O colágeno tipo II está presente nas articulações altamente hidratadas, sua composição é que possibilita alta resistência, elasticidade e compressibilidade da cartilagem articular, tecido que amortece e dissipa forças recebidas, reduzindo a fricção. Com o envelhecimento ou através de sobrecarga, estas estruturas também podem sofrer alterações e ter efeitos como diminuição da extensão e qualidade dos movimentos, ou seja, incapacidade funcional.
 
A partir deste momento, é interessante fazer uma análise para examinar o que está danificado ou gasto pelo tempo, para fazer mudanças que possibilitem que seu corpo siga em frente e continue a operar seus shows de transformações. Praticar exercícios físicos, reforçar a alimentação saudável, levar uma vida regrada e saudável, tem uma grande colaboração.
 
O colágeno, além de ser uma proteína muito estudada pelos pesquisadores, possui  uma repercussão muito grande na mídia, só quanto a importância na área da estética e beleza, ou seja, para  retardar o envelhecimento da pele, flacidez dos tecidos, rugas, porém, sua função vai ainda mais longe uma vez que tal proteína também pode ser encontrada na estrutura celular dos cabelos, unhas,  músculos, tendões, articulações, cartilagens, ossos, os nervos, neurotransmissores, enzimas, sangue, linfa, anticorpos e hormônios e também   na prevenção da artrite e artrose e inclusive auxiliando a refazer a impermeabilidade da parede do intestino ocasionada por processos inflamatórios  (recupera a estrutura da parede intestinal).
 
Como deveria ser então uma dieta indutora de formação de colágeno?
 
Alguns alimentos ricos em fibras, vitaminas do complexo B, vitamina C, flavonoides, ácido fólico e silício além de proteínas, dos prebióticos e probióticos, podem auxiliar na formação do colágeno e também na reestruturação dos tecidos.
 
Carnes, ovos, peixes: Além de fontes de proteínas, são importantes fontes de vitaminas B6 e B12. Essas vitaminas estão envolvidas no metabolismo de carboidratos, lipídios, aminoácidos e de neurotransmissores bem como são precursoras de algumas enzimas. Também são importantes para a flora intestinal.
 
Folhosos verde-escuros (brócolis, espinafre), feijão, ervilha, lentilhas, grãos, gema de ovo, fígado bovino e laranja:  São alimentos fontes de ácido fólico. Nutriente importante para síntese do RNA e DNA, fundamentais na replicação celular.
 
Cerejas, uvas, soja: Contêm flavonoides, potente antioxidante cuja função é neutralizar os radicais livres, já que esses radicais são responsáveis pelo envelhecimento celular. Além disso, estimulam a renovação celular.
 
Aveia e leguminosas: Ambos são alimentos fonte de silício, importante mineral, proveniente dos vegetais, cuja função é auxiliar na manutenção da rigidez celular importante para os músculos, tendões, articulações e cartilagens.
 
Alimentos ricos em vitamina C: Facilitam a síntese do colágeno, como acerola, laranja, abacaxi, limão, etc.

AS CAUSAS MAIS COMUNS DO AUMENTO DE PESO

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A obesidade é considerada uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura no organismo com desproporção na distribuição da gordura pelo corpo. Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo apresentam sobrepeso ou obesidade, sendo que quase todos os países sofrem dessa epidemia, inclusive o Brasil.
O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo o estudo, 43% da população estavam acima do peso no ano de 2006. Em 2014, esse número passou para 52%, e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Isto significa um aumento de mais de 0,5% do excesso de peso e da obesidade em um ano. Imagine se continuarmos assim daqui a 10 anos, como estará a população?
O estudo revelou que o sobrepeso é maior entre os homens (56,5%), do que nas mulheres (49,1%). As mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são hormônio-dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em sobrepeso. Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade.  
O excesso de gordura visceral (intra-abdominal) é considerado um fator de risco maior que o excesso de peso total, pois envolve os órgãos do abdômen é está correlacionada com diabetes, pressão alta, colesterol alto, doenças cardiovasculares e síndromes metabólicas. A obesidade também aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, como mama, intestino, estômago e próstata. Nas meninas, predispõe ao desenvolvimento da puberdade precoce.
Já a gordura localizada (subcutânea, logo abaixo da pele, que forma os “pneuzinhos” e os culotes) não oferece riscos graves para a saúde, é um problema mais estético, mas que precisa de atenção porque pode ocorrer simultaneamente ao excesso de gordura ­visceral. A forma mais segura de identificar o tipo de gordura corporal é por meio de exames clínicos. Buscar ajuda médica é essencial principalmente nos casos de gordura visceral, quando é necessário tratar as doenças que estão causando o acúmulo de gordura ao redor dos órgãos.
 E quais as causas mais comuns para aumento de peso?
A causa da obesidade é multifatorial, ou seja, ela é decorrente de vários fatores que podem estar agindo isoladamente ou em conjunto. Entre esses fatores, está alimentação inadequada (qualidade e quantidade), diminuição da atividade física (sedentarismo), idade, fatores genéticos, hormonais e emocionais.
Portanto, excluindo as possíveis causas decorrentes de disfunções orgânicas o Estilo de Vida é determinante para desencadear o aumento de peso, ou seja, de Gordura Corporal.
O excesso de consumo de alimentos industrializados, recheados de carboidratos refinados, sódio e gordura ruim (saturada e trans) e em paralelo o baixo consumo de vegetais, grãos, sementes, cereais integrais e frutas é a realidade da alimentação brasileira.
A falta de organização, tempo e boa vontade para preparar a alimentação, fez com que as pessoas comessem mais fora de casa, geralmente em fast foods, padarias, restaurantes, fazendo opções para alimentos cada vez mais calóricos e menos nutritivos, somente com a preocupação de "matar a fome", não se nutrirem. Estes alimentos por sua vez geram energia rápida, mas provocam fome mais rapidamente também, são viciantes, pois atingem um centro de recompensa e prazer a nível cerebral, promovendo cada vez mais dependência e necessidade em consumi-los.
Estudos demonstram que alimentos que contêm: trigo, sal, açúcar e gordura são os que mais viciam e os grandes responsáveis pelo aumento de peso. Lógico que estes ingredientes estão presentes em todos os alimentos industrializados.
Os maus hábitos alimentares podem ocasionar falta de energia, irritabilidade, alteração de humor e metabólicas importantes que aliados à "falta de tempo" deixam as pessoas com menos vontade de praticarem atividade física.
 Resumindo
Excesso de calorias vazias + Sedentarismo + Desequilíbrios Emocionais
 = Aumento de peso.
 O que fazer?
  • Organização para comprar e preparar de maneira mais prática e fácil seu cardápio diário, principalmente para quem trabalha fora;
  • Tomar café da manhã;
  • Não pular nenhuma refeição e tentar comer a cada intervalo de 3 horas;
  • Evitar o consumo de alimentos industrializados, mesmo com apelos: Baixas calorias, Light, Diet, sem Glúten, sem Lactose, Zero de Gordura, Baixo Sódio, eles jamais irão substituir um alimento natural, rico em nutrientes, ativos, fibras, água e isentos de tantas substâncias químicas;
  • Procurar se hidratar adequadamente com água, chás, evitar sucos industrializados, mesmo os lights, prefira comer a fruta. A fruta contém casca, bagaço, gasta mais calorias para ser digerida e contêm na integra todos os nutrientes característicos;
  • Não comprara alimentos que não deveriam ser consumidos, como guloseimas, suquinhos, salgadinhos, etc.;
  • Procure comer melhor não comer menos e se possível com a ajuda de um profissional nutricionista, só aprendendo a comer no seu dia a dia é que irá chegar ao peso saudável e mantê-lo.
  • Lembre que o prejuízo para a saúde depende do seu estilo de vida diário, não de pequenos exageros que podem acontecer eventualmente.
Força de vontade, determinação e meta são fundamentais para alcançar seu objetivo, pois o ambiente nem sempre irá ser favorável para fazer estas mudanças no seu Estilo de Vida, que é determinante para alcançar a longevidade com saúde, disposição e energia!!!

ALERGIAS ALIMENTARES

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A alergia alimentar é uma desordem do sistema imunológico causando uma reação do corpo em relação à substância que geralmente são bem toleradas e não prejudiciais.
Estes alimentos serão mal digeridos, o que pode causar sérios problemas intestinais, pois bactérias e fungos que vivem ali consumirão esse alimento fermentado para obter energia e se multiplicar. Em excesso, esses microorganismos são prejudiciais e causam inflamações que levam a micro fissuras na parede do intestino. Fato este que desenvolve uma permeabilidade intestinal, fazendo com que estas macromoléculas passem para a corrente sanguínea.
Quando substâncias estranhas (alérgenos ou antígenos) penetram no corpo, formam-se proteínas específicas, os anticorpos ou as imunoglobulinas. Estas se ligam aos alérgenos  impedindo- as de circularem livremente e  causarem possíveis danos às células e tecidos do corpo. Este é o grande gatilho para o desencadeamento do processo alérgico e inicio da “luta” pelo sistema imunológico.
 
O primeiro contato da substância estranha produz uma resposta das células de defesa, os linfócitos com o aumento das imunoglobulinas E, estas se ligam aos mastócitos e basófilos. Os mastócitos fabricam substâncias pró inflamatórias, como: histaminas e serinas, causando inflamação.
Principais Causas da Alergia Alimentar:
  • Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia);
  • Dieta monótona e o consumo freqüente de  certos alimentos mais susceptíveis a causarem alergia;
  • Permeabilidade do sistema digestivo;
  • Falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinal;
  • Stress.
Sintomas decorrentes de alergias alimentares:
  • Náusea e vômito;
  • Refluxo esofágico;
  • Flatulência;
  • Diarréia;
  • Constipação intestinal;
  • Doença celíaca;
  • Cólicas;
  • Dermatite;
  • Inflamações respiratórias (asma, bronquite, sinusite, rinite);
  • Formação de muco nas fezes;
  • Enxaqueca;
  • Letargia, apatia;
  • Transtornos do sistema nervoso central: depressões, hiperatividade, Alzheimer, esquizofrenia, ansiedade, déficit de atenção, causadas pelo ataque aos neurônios;
  • Irritação na mucosa intestinal, que gera deficiência nutricional pela má absorção de nutrientes;
  • Edema de glote;
  • Colapso vascular (“choque anafilático”).
Alimentos alergênicos mais comuns:
  • Leite de vaca e derivados;
  • Ovo de galinha (principalmente a clara do ovo);
  • Amendoim;
  • Soja;
  • Glúten (trigo, centeio e cevada);
  • Pescados e frutos do mar;
  • Frutas cítricas.
Como prevenir:
  • É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida;
  • Dieta saudável e variada;
  • Hábitos saudáveis para controlar o estado emocional.
Assim, caso observe um ou mais sintomas dos citados acima é necessário buscar ajuda de um profissional nutricionista para iniciar uma investigação de uma possível alergia alimentar e identificação de qual ou quais os alimentos alergênicos. A identificação do alérgeno pode ser feita clinicamente através de uma analise geral, sinais e sintomas presentes, e inquérito alimentar, entre outros. O ideal é se fazer exames específicos de alergia alimentar para tal comprovação.
Uma vez comprovada a alergia alimentar é necessário se suspender este(s) alimentos(s) da dieta. O tempo de suspensão irá depender da intensidade dos sintomas presentes.

SHAKES: FUNCIONAM?


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Eles até funcionam, mas sempre com a orientação de uma profissional que avalie e entenda suas necessidades nutricionais, e, o mais importante, que o uso seja pontual e direcionado.
Agora nas férias e durante o verão é comum todos buscarem por opções práticas, gostosas e saudáveis para consumir como lanches e/ou substitutos de refeições. Mas a questão é: saiba montar o melhor shake para o que você quer e seu organismo precisa!
Já está mais que comprovado que a união de uma alimentação saudável mais a prática de atividades físicas é o que traz, de forma duradoura e saudável, o bem estar e qualidade de vida. Porém, um grande elemento inerente ao ser humano pode atrapalhar esta fórmula: a ansiedade. Esta faz com que as pessoas, ainda mais atualmente quando tudo deve acontecer de forma rápida, submetam-se a radicalismos prejudiciais à saúde para conseguir o emagrecimento, o corpo perfeito, músculos definidos. E uma das maneiras que se utilizam indevidamente na maioria das vezes são os shakes.
Estas misturas prontas ou feitas por conta própria e tidas como milagrosas podem acarretar grandes prejuízos à saúde dependendo do tempo e modo de uso, por isso, é fundamental que a introdução destes produtos na alimentação seja sempre supervisionado por uma nutricionista que o faça ser complementar a uma alimentação equilibrada.
A intenção desta matéria é esclarecer o que são shakes, suas diferenciações nutricionais, as maneiras mais adequadas de consumi-los a fim de se obter o resultado desejado. Porém, também iremos apontar alguns erros comuns na utilização de shakes que põem em descrédito seus resultados. O objetivo maior é ao menos manter, adquirir e recuperar os músculos adquiridos. Os shakes podem ser diferenciados em pré e pós treinos.
SHAKES PARA AUMENTO DE MASSA
marcador_verde_seta PRÉ-TREINO
É preciso neste momento abastacer os músculos para que eles não sejam utilizados como fonte de energia para o exercício, manter a glicemia com cereais integrais e dar energia através das gorduras instauradas.
  • Proteínas: iogurte desnatado, whey protein hidrolisado, leite de soja, proteína de arroz ou outra proteína vegetal.
  • Carboidrato: cereal (quinua, aveia, amaranto), frutas.
  • Gorduras: linhaça, chia, óleo de coco, sementes (nozes, castanhas, amêndoas).
marcador_verde_seta PÓS-TREINO
É hora de aproveitar a janela de oportunidade para a síntese muscular e recuperação do desgaste físico através de proteínas, carboidratos de alto índice glicêmico.
  • Proteínas: whey protein hidrolisado ou isolado, proteínas vegetais, BCAA.
  • Carboidratos de alto IG: sucos de frutas (uva, laranja, cenoura, melancia, beterraba).
*vale a pena adicionar sempre alimentos com alto poder antioxidante uma vez que os exercícios intensificam a liberação de radicais livres e também os vasodilatadores para aumentar oxigenação dos tecidos: frutas vermelhas e fruta em gera, cacau em pó, gengibre e vegetais.

SHAKES PARA EMAGRECIMENTO
Eles podem ser utilizados em lanches intermediários ou como substitutos dos jantares. A diferença está na combinação dos alimentos.
marcador_verde_seta PARA LANCHES INTERMEDIÁRIOS: a intenção é combinar proteínas e fibras para garantir mais saciedade, termogênese e retardar a fome. Escolha 1 alimento de cada grupo, sendo que o grupo de fibras você pode adicionar até dois!
  • Fibras: aveia, frutas com casca, linhaça, chia, vegetais (couve, espinafre, salsão);
  • Proteínas: iogurte desnatado, blend de whey protein, leite de soja, proteína de arroz.
marcador_verde_seta PARA SUBSTITUIR REFEIÇÕES: a preocupação é suprir as necessidades de uma refeição completa através do shake mantendo uma carga glicêmica regular, com valor protéico adequado e fibras.
  • Fibras: aveia, linhaça, chia.
  • Proteína: iogurte desnatado, whey protein isolado, leite de soja, proteína de arroz
  • Carboidratos: frutas, quinua, amaranto, cacau em pó.

SHAKES PARA DETOX
A idéia deste shake é promover uma desintoxicação do organismo que tenha sido sobrecarregado pelo consumo excessivo de gorduras, frituras, álcool, doces, químicas. Um organismo que é submetido a isso deixa a pessoa com menos energia, mau humor, trânsito intestinal irregular, dores e cabeça, inchada, com menos qualidade de vida e sono. Horários ideais para o consumo desses shakes são em jejum, nos intervalos ou na ceia.
Assim, alimentos indicados:
  • Fibras: vegetais verdes escuros (espinafre, couve, agrião, brócolis, salsinha, pepino), cenoura, beterraba, salsão;
  • Frutas: laranja, acerola, frutas vermelhas, limão, melão, água-de-coco, abacaxi;
  • Ervas e condimentos: gengibre, cavalinha, chá verde, hortelã, cidreira, canela.

Essas são apenas dicas e informações sobre os shakes, mas o ideal é sempre obter a orientação e supervisão de um nutricionista, pois ele lhe passará as informações corretas sobre a utilização e tempo de consumo para que você atinja seu objetivo sem prejudicar sua saúde.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ESTEATOSE HEPÁTICA OU GORDURA NO FÍGADO

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  • O QUE É?
O fígado é um órgão de primordial importância, sendo a principal unidade de fabricação e armazenagem do nosso organismo e um dos responsáveis pela transformação das proteínas, dos açúcares e das gorduras que ingerimos.
A esteatose hepática é uma doença reversível que afeta o fígado e na qual se verifica uma acumulação excessiva de gordura. Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.
A doença se caracteriza quando o teor de triglicerídeos dentro das células hepáticas é superior a 5% do volume ou peso do fígado.
  •  CAUSAS   
O hepatócito normalmente sintetiza lipídeos e os exporta para o tecido de armazenamento, que é o tecido adiposo. Em condições normais de boa alimentação e metabolismo não há acúmulo de triglicérides no hepatócito. A esteatose pode decorrer de alterações básicas e não mutuamente exclusivas: excesso de consumo de gorduras e deficiência na produção de lipoproteína VLDL, consumo excessivo de bebida alcoólica e doenças como diabetes, obesidade, resistência insulínica.
Uma das causas principais para o desenvolvimento da esteatose é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas (esteatose hepática alcoólica), o etanol quando ingerido é convertido em acetaldeído no fígado, um composto tóxico que vai gerar uma lesão nos hepatócitos. Estima-se que o consumo de 80 g de etanol por dia durante período curto de tempo (o que equivaleria a 8 cervejas ou 200 ml de bebida destilada a 40º GL) induz alteração hepática leve e reversível. Já o de 50 a 60 g/dia consumo por tempo prolongado acarreta em lesão hepática grave e irreversível.
Outra causa está associada a associada algumas condições como a resistência a insulina, obesidade, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. Fatores que quando combinados recebem a denominação de síndrome metabólica e ocorrem principalmente em decorrência de uma alimentação com alto teor de carboidratos de alto índice glicêmico (massas refinadas, açúcares e doces), alta ingestão de gorduras saturadas e desequilíbrio da ingestão de ácidos graxos ômega-6 e ômega-3. O sedentarismo também pode agravar esse processo.
Alguns estudos trazem que a resistência à insulina pode levar a um acúmulo de triglicerídeos no interior dos hepatócitos devido à oxidação ineficiente de ácidos graxos, aumento da síntese e absorção e diminuição da secreção pelo fígado de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). Com o acúmulo de lipídeos nas células hepáticas, estes se tornam mais sensíveis aos radicais livres, que provocam peroxidação lipídica lesando assim as membranas plasmáticas e mitocôndrias o que provoca a morte das células.
Outras causas são as carências alimentares (dieta pobre em proteínas), o uso de alguns medicamentos (por exemplo, corticóides, amiodarona, aspirina, metotrexato, vitamina A, ácido valpróico, tetraciclina), hepatite viral, a cirurgia de bypass intestinal para tratar situações de obesidade mórbida, algumas toxinas hepáticas e algumas doenças hereditárias (por exemplo, doença de Gaucher, doença de Niemann-Pick).
O fígado é um órgão que desempenha inúmeras funções bioquímicas necessárias para a homeostase de todo o organismo, como a síntese de proteínas plasmáticas, produção da bile, síntese de lipoproteínas, glineogênese, detoxificação de substâncias químicas, entre outras funções. Assim o acúmulo excessivo de triglicerídeos intra-hepáticos leva a alterações em todo o metabolismo. Uma das consequências da esteatose hepática é que esta pode evoluir para um quadro de cirrose e insuficiência hepática, levando a perda da função do órgão.
  •  SINTOMAS
Esta doença costuma cursar sem sintomas, sobretudo se desenvolve de uma forma progressiva. Nos casos em que surge de uma forma súbita, podem surgir sintomas como dor na parte superior direita do abdômen e icterícia (cor amarela dos olhos e/ou pele).
  •  DIAGNÓSTICO
Primeiro o diagnóstico é a realização através de uma história clínica, com o objetivo de identificar alguma(s) causa(s) possível (is) para esta situação.
A observação física também é importante, pois permite identificar, através da palpação abdominal, a existência de um fígado aumentado de tamanho (hepatomegália), com uma superfície lisa e indolor.
As análises de sangue que traduzem o funcionamento do fígado podem revelar alterações no órgão, através da análise dasenzimas hepáticas na Trasaminase Glutâmica Oxalacética (TGO), Transaminase Glutâmico Pirúvico (TGP) e do Gama Glutamil Transpeptidasa (Gama GT).
O diagnóstico será feito com exames que permitam visualizar o fígado, como a ecografia ou a tomografia computorizada ou ultra som de abdômen total, que evidenciam um excesso de gordura no fígado.
 O diagnóstico de certeza é feito com a realização de uma biopsia hepática (do fígado), embora esta não seja, geralmente, necessária.
  • TRATAMENTO
Esta doença não tem um tratamento específico. Porém, deve-se eliminar a(s) causa(s), ou seja, se a causa é a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, então há que suspender essa ingestão o mais rapidamente possível. Se a causa for à obesidade, devem adaptar-se medidas que visem à perda de peso.
Se esta doença estiver a ser provocada por um determinado medicamento, há que substituí-lo por outro de efeito equivalente, nunca esquecendo que essa substituição só deverá ser realizada pelo seu médico assistente.
Nos casos devidos a uma alimentação deficitária, é importante corrigir essa deficiência.
Um exemplo de tratamento da doença de base são os doentes com diabetes mellitus mal controlada ou hipercolesterolêmicos e que desenvolvem esteatose hepática.
Nesta situação o doente deve esforçar-se por manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos valores normais, assim como de LDL colesterol , conseguindo-se assim, reverter a esteatose.
Portanto, para evitar o desenvolvimento dessa doença e suas possíveis complicações é preciso manter uma dieta equilibrada, dando preferência ao consumo de carboidratos complexos, gorduras poli-insaturadas e estar atento ao consumo de vitaminas e sais minerais, associando a prática de exercícios físicos e evitando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, alimentos industrializados, refrigerantes, doces, frituras e alimentos que contenham alto teor de gorduras (carnes gordas, embutidos, bacon).
Alguns alimentos mais específicos ajudam na detoxificação do fígado: alcachofra, vegetais verdes escuros, nabo, açafrão, chá verde, chá de dente de leão.