
Estes alimentos serão mal digeridos, o que pode causar sérios problemas
intestinais, pois bactérias e fungos que vivem ali consumirão esse
alimento fermentado para obter energia e se multiplicar. Em excesso,
esses microorganismos são prejudiciais e causam inflamações que levam a
micro fissuras na parede do intestino. Fato este que desenvolve uma
permeabilidade intestinal, fazendo com que estas macromoléculas passem
para a corrente sanguínea.
Quando substâncias estranhas (alérgenos ou antígenos) penetram no
corpo, formam-se proteínas específicas, os anticorpos ou as
imunoglobulinas. Estas se ligam aos alérgenos impedindo- as de
circularem livremente e causarem possíveis danos às células e tecidos
do corpo. Este é o grande gatilho para o desencadeamento do processo
alérgico e inicio da “luta” pelo sistema imunológico.
O primeiro contato da substância estranha produz uma resposta das
células de defesa, os linfócitos com o aumento das imunoglobulinas E,
estas se ligam aos mastócitos e basófilos. Os mastócitos fabricam
substâncias pró inflamatórias, como: histaminas e serinas, causando
inflamação.
Principais Causas da Alergia Alimentar:
- Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia);
- Dieta monótona e o consumo freqüente de certos alimentos mais susceptíveis a causarem alergia;
- Permeabilidade do sistema digestivo;
- Falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinal;
- Stress.
Sintomas decorrentes de alergias alimentares:
- Náusea e vômito;
- Refluxo esofágico;
- Flatulência;
- Diarréia;
- Constipação intestinal;
- Doença celíaca;
- Cólicas;
- Dermatite;
- Inflamações respiratórias (asma, bronquite, sinusite, rinite);
- Formação de muco nas fezes;
- Enxaqueca;
- Letargia, apatia;
- Transtornos do sistema nervoso central: depressões, hiperatividade, Alzheimer, esquizofrenia, ansiedade, déficit de atenção, causadas pelo ataque aos neurônios;
- Irritação na mucosa intestinal, que gera deficiência nutricional pela má absorção de nutrientes;
- Edema de glote;
- Colapso vascular (“choque anafilático”).
Alimentos alergênicos mais comuns:
- Leite de vaca e derivados;
- Ovo de galinha (principalmente a clara do ovo);
- Amendoim;
- Soja;
- Glúten (trigo, centeio e cevada);
- Pescados e frutos do mar;
- Frutas cítricas.
Como prevenir:
- É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida;
- Dieta saudável e variada;
- Hábitos saudáveis para controlar o estado emocional.
Assim, caso observe um ou mais sintomas dos citados acima é necessário
buscar ajuda de um profissional nutricionista para iniciar uma
investigação de uma possível alergia alimentar e identificação de qual
ou quais os alimentos alergênicos. A identificação do alérgeno pode ser
feita clinicamente através de uma analise geral, sinais e sintomas
presentes, e inquérito alimentar, entre outros. O ideal é se fazer
exames específicos de alergia alimentar para tal comprovação.
Uma vez comprovada a alergia alimentar é necessário se suspender
este(s) alimentos(s) da dieta. O tempo de suspensão irá depender da
intensidade dos sintomas presentes.
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