quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ALERGIAS ALIMENTARES

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A alergia alimentar é uma desordem do sistema imunológico causando uma reação do corpo em relação à substância que geralmente são bem toleradas e não prejudiciais.
Estes alimentos serão mal digeridos, o que pode causar sérios problemas intestinais, pois bactérias e fungos que vivem ali consumirão esse alimento fermentado para obter energia e se multiplicar. Em excesso, esses microorganismos são prejudiciais e causam inflamações que levam a micro fissuras na parede do intestino. Fato este que desenvolve uma permeabilidade intestinal, fazendo com que estas macromoléculas passem para a corrente sanguínea.
Quando substâncias estranhas (alérgenos ou antígenos) penetram no corpo, formam-se proteínas específicas, os anticorpos ou as imunoglobulinas. Estas se ligam aos alérgenos  impedindo- as de circularem livremente e  causarem possíveis danos às células e tecidos do corpo. Este é o grande gatilho para o desencadeamento do processo alérgico e inicio da “luta” pelo sistema imunológico.
 
O primeiro contato da substância estranha produz uma resposta das células de defesa, os linfócitos com o aumento das imunoglobulinas E, estas se ligam aos mastócitos e basófilos. Os mastócitos fabricam substâncias pró inflamatórias, como: histaminas e serinas, causando inflamação.
Principais Causas da Alergia Alimentar:
  • Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia);
  • Dieta monótona e o consumo freqüente de  certos alimentos mais susceptíveis a causarem alergia;
  • Permeabilidade do sistema digestivo;
  • Falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinal;
  • Stress.
Sintomas decorrentes de alergias alimentares:
  • Náusea e vômito;
  • Refluxo esofágico;
  • Flatulência;
  • Diarréia;
  • Constipação intestinal;
  • Doença celíaca;
  • Cólicas;
  • Dermatite;
  • Inflamações respiratórias (asma, bronquite, sinusite, rinite);
  • Formação de muco nas fezes;
  • Enxaqueca;
  • Letargia, apatia;
  • Transtornos do sistema nervoso central: depressões, hiperatividade, Alzheimer, esquizofrenia, ansiedade, déficit de atenção, causadas pelo ataque aos neurônios;
  • Irritação na mucosa intestinal, que gera deficiência nutricional pela má absorção de nutrientes;
  • Edema de glote;
  • Colapso vascular (“choque anafilático”).
Alimentos alergênicos mais comuns:
  • Leite de vaca e derivados;
  • Ovo de galinha (principalmente a clara do ovo);
  • Amendoim;
  • Soja;
  • Glúten (trigo, centeio e cevada);
  • Pescados e frutos do mar;
  • Frutas cítricas.
Como prevenir:
  • É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida;
  • Dieta saudável e variada;
  • Hábitos saudáveis para controlar o estado emocional.
Assim, caso observe um ou mais sintomas dos citados acima é necessário buscar ajuda de um profissional nutricionista para iniciar uma investigação de uma possível alergia alimentar e identificação de qual ou quais os alimentos alergênicos. A identificação do alérgeno pode ser feita clinicamente através de uma analise geral, sinais e sintomas presentes, e inquérito alimentar, entre outros. O ideal é se fazer exames específicos de alergia alimentar para tal comprovação.
Uma vez comprovada a alergia alimentar é necessário se suspender este(s) alimentos(s) da dieta. O tempo de suspensão irá depender da intensidade dos sintomas presentes.

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