
A obesidade é considerada uma doença crônica caracterizada pelo excesso
de gordura no organismo com desproporção na distribuição da gordura
pelo corpo. Cerca de 250 milhões de pessoas no mundo apresentam
sobrepeso ou obesidade, sendo que quase todos os países sofrem dessa
epidemia, inclusive o Brasil.
O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso.
Segundo o estudo, 43% da população estavam acima do peso no ano de
2006. Em 2014, esse número passou para 52%, e os dados foram coletados
em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Isto significa um
aumento de mais de 0,5% do excesso de peso e da obesidade em um ano.
Imagine se continuarmos assim daqui a 10 anos, como estará a população?
O estudo revelou que o sobrepeso é maior entre os homens (56,5%), do
que nas mulheres (49,1%). As mulheres por natureza têm maior adiposidade
e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são
hormônio-dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior
tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em
sobrepeso. Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas
mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças
cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade.

O excesso de gordura visceral (intra-abdominal) é considerado um fator
de risco maior que o excesso de peso total, pois envolve os órgãos do
abdômen é está correlacionada com diabetes, pressão alta, colesterol
alto, doenças cardiovasculares e síndromes metabólicas. A obesidade
também aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, como
mama, intestino, estômago e próstata. Nas meninas, predispõe ao
desenvolvimento da puberdade precoce.
Já a gordura localizada (subcutânea, logo abaixo da pele, que forma os
“pneuzinhos” e os culotes) não oferece riscos graves para a saúde, é um
problema mais estético, mas que precisa de atenção porque pode ocorrer
simultaneamente ao excesso de gordura visceral. A forma mais segura de
identificar o tipo de gordura corporal é por meio de exames clínicos.
Buscar ajuda médica é essencial principalmente nos casos de gordura
visceral, quando é necessário tratar as doenças que estão causando o
acúmulo de gordura ao redor dos órgãos.
A causa da obesidade é multifatorial, ou seja, ela é decorrente de
vários fatores que podem estar agindo isoladamente ou em conjunto. Entre
esses fatores, está alimentação inadequada (qualidade e quantidade),
diminuição da atividade física (sedentarismo), idade, fatores genéticos,
hormonais e emocionais.
Portanto, excluindo as possíveis causas decorrentes de disfunções orgânicas o Estilo de Vida é determinante para desencadear o aumento de peso, ou seja, de Gordura Corporal.
O excesso de consumo de alimentos industrializados, recheados de
carboidratos refinados, sódio e gordura ruim (saturada e trans) e em
paralelo o baixo consumo de vegetais, grãos, sementes, cereais integrais
e frutas é a realidade da alimentação brasileira.
A falta de organização, tempo e boa vontade para preparar a
alimentação, fez com que as pessoas comessem mais fora de casa,
geralmente em fast foods, padarias, restaurantes, fazendo opções para
alimentos cada vez mais calóricos e menos nutritivos, somente com a
preocupação de "matar a fome", não se nutrirem. Estes alimentos por sua
vez geram energia rápida, mas provocam fome mais rapidamente também, são
viciantes, pois atingem um centro de recompensa e prazer a nível
cerebral, promovendo cada vez mais dependência e necessidade em
consumi-los.
Estudos demonstram que alimentos que contêm: trigo, sal, açúcar e
gordura são os que mais viciam e os grandes responsáveis pelo aumento de
peso. Lógico que estes ingredientes estão presentes em todos os
alimentos industrializados.
Os maus hábitos alimentares podem ocasionar falta de energia,
irritabilidade, alteração de humor e metabólicas importantes que aliados
à "falta de tempo" deixam as pessoas com menos vontade de praticarem
atividade física.
Excesso de calorias vazias + Sedentarismo + Desequilíbrios Emocionais
= Aumento de peso.
- Organização para comprar e preparar de maneira mais prática e fácil seu cardápio diário, principalmente para quem trabalha fora;
- Tomar café da manhã;
- Não pular nenhuma refeição e tentar comer a cada intervalo de 3 horas;
- Evitar o consumo de alimentos industrializados, mesmo com apelos: Baixas calorias, Light, Diet, sem Glúten, sem Lactose, Zero de Gordura, Baixo Sódio, eles jamais irão substituir um alimento natural, rico em nutrientes, ativos, fibras, água e isentos de tantas substâncias químicas;
- Procurar se hidratar adequadamente com água, chás, evitar sucos industrializados, mesmo os lights, prefira comer a fruta. A fruta contém casca, bagaço, gasta mais calorias para ser digerida e contêm na integra todos os nutrientes característicos;
- Não comprara alimentos que não deveriam ser consumidos, como guloseimas, suquinhos, salgadinhos, etc.;
- Procure comer melhor não comer menos e se possível com a ajuda de um profissional nutricionista, só aprendendo a comer no seu dia a dia é que irá chegar ao peso saudável e mantê-lo.
- Lembre que o prejuízo para a saúde depende do seu estilo de vida diário, não de pequenos exageros que podem acontecer eventualmente.
Força de vontade, determinação e meta são fundamentais para
alcançar seu objetivo, pois o ambiente nem sempre irá ser favorável para
fazer estas mudanças no seu Estilo de Vida, que é determinante para alcançar a longevidade com saúde, disposição e energia!!!
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