sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NUTRIÇÃO ESTÉTICA


Quando falamos em alimentação aliada a estética, a relação mais rápida que fazemos é com o emagrecimento, não é? Mas com os avanços na área da nutrição, hoje podemos aliar uma conduta nutricional a  diversos agravos estéticos, como por exemplo: acnes, celulite, envelhecimento, flacidez, e sobrepeso, entre outros.
Aqui vamos explicar rapidamente as principais desordens estéticas que mais preocupam as mulheres e orientar os alimentos mais interessantes para cada caso. Vamos lá?
Acne
Trata-se de uma afecção que ocorre no interior da pele, devido aumento da produção sebácea, geralmente associada a puberdade e o desequilíbrio hormonal comum nessa fase, portanto atinge cerca de 80% dos adolescentes. Entretanto é comum encontrar adultos, principalmente mulheres, que ainda tenham problemas com espinhas e cravos. No caso das espinhas, ocorre um processo inflamatório no local, devido ação bacteriana. Associa-se também o desequilíbrio da saúde intestinal, decorrente de má alimentação, com o surgimento de acnes.
Celulite
Assim como a acne, também ocorre no interior da pele, e provoca uma inflação no local devido a alteração circulação sanguínea e linfática com consequente  mudança na estrutura do tecido adiposo (tecido formado pelas células que armazenam a gordura), surgindo então o famoso aspecto de “casca de laranja”. Além de problemas circulatórios, podem ser considerados fatores de risco para o surgimento da celulite, o sedentarismo, alterações hormonais, cigarro, álcool, estresse, alimentação inadequada e a genética.
Envelhecimento
O envelhecimento é um processo natural e irreversível. Entretanto, alguns fatores podem fazer com que esse processo ocorra mais rapidamente, é o que chamamos de envelhecimento precoce. Dentre os fatores que podem acelerar o envelhecimento estão a genética, os radicais livres, a imunidade, a poluição, a temperatura, radiação solar, alimentação e tensão emocional.
Flacidez
É decorrente de atrofia de tecido, ficando com aspecto frouxo, afetando individualmente pele ou músculos. Pode ser conseqüência do envelhecimento, onde há perda gradativa de massa muscular esquelética, substituída por tecido adiposo (gordura), dentre outras alterações. O sedentarismo é apontado como o maior vilão no surgimento da flacidez, assim como o emagrecimento muito rápido demais, pois os músculos podem ser utilizados como fonte de energia, na ausência de carboidratos e gorduras.
É considerado sobrepeso o excesso de peso corporal, diferentemente da obesidade que é tida como o excesso de gordura no organismo. Associado ao elevado consumo alimentar e baixa quantidade de exercícios. Pode ter ligação com a genética. Deve-se ter atenção quanto ao surgimento de outras doenças e acompanham o ganho de peso (colesterol e pressão altos, resistência à insulina e etc.).

TRATAMENTO NUTRICIONAL

Em primeiro lugar temos que nos assegurar que a absorção dos nutrientes necessários ocorra efetivamente. Portanto é extremamente importante que o intestino esteja em pleno funcionamento. Para isso devem-se incluir na alimentação, cereais integrais (farelo de aveia, gérmen de trigo, arroz integral e etc), frutas, verduras e legumes variados, além de um grande consumo de água, sucos e etc. Em alguns casos podem ser necessário um tratamento específico para restabelecer a flora microbiana intestinal, todavia, para isso é necessário orientação de um nutricionista.
Quando falamos em tratamento estético, devemos partir do princípio de uma alimentação anti-inflamatória, uma vez que a alimentação habitual (carnes gordas, leite integral, alimentos refinados, doces, bebidas alcoólicas, embutidos e enlatados), são pró-inflamatórios, ou seja, favorecem o aparecimento da inflamação. Vale lembrar que a inflamação contínua (crônica) pode causar alterações celulares, e contribuir para o surgimento de algumas doenças.
Essa inflamação contínua apesar de ser extremamente perigosa, pode ser modulada pela alimentação e por hábitos de vida saudáveis. Uma alimentação baseada em alimentos anti-inflamatórios, reduz a inflamação,  favorece a saúde e previne danos aos tecidos.
Existe uma grande variedade de alimentos que podem ser incorporados ao hábito alimentar, para que haja o benefício não só anti-inflamatório, mas também antioxidante. Os principais são:
- Peixes: os peixes são fontes de proteínas leves, e apenas por isso já deveriam ser mais utilizados na alimentação habitual, claro que em preparações adequadas (grelhados, ensopado com legumes e etc.). No caso dos peixes de água salgada e profunda (salmão, atum, arenque sardinha e etc.), podemos aproveitar a grande quantidade de Ômega 3 que eles possuem.
-Hortaliças: As hortaliças são fontes indispensáveis de muitas vitaminas, minerais e fibras. Os folhosos  de cor verde-escuro são riquíssimos em nutrientes que combatem a inflamação e os radicais livres. Hortaliças de cor alaranjada são fontes de betacaroteno, um excelente antioxidante. O ideal é que se faça um rodízio das hortaliças, para que se consiga uma maior quantidade de nutrientes.
-Frutas: Assim como as hortaliças é importante que haja uma variação constante das frutas consumidas. Frutas cítricas são fontes de vitamina C que atua como antioxidante. Frutas vermelhas além da ação antioxidante atuam também contra a inflamação.
- Castanhas: As castanhas de caju, castanha do Pará, amêndoas, nozes, são alimentos ricos em selênio, que atua como antioxidante, além de possuírem boas gorduras.
- Sementes/Integrais: A linhaça, assim como os peixes de água salgada e profundas, é rico em Ômega 3. Gergelim, rico em cálcio e fósforo, e gordura de boa qualidade. O gérmen de trigo tem ação protetora contra a poluição. Quinua excelente fonte de proteínas, gorduras boas, grande quantidade de vitaminas, fibras e minerais.
De tudo o que foi colocado aqui, é importante frisar que os anti-inflamatórios são para reduzir a inflamação no organismo, ou seja, são benéficos para acnes e celulite, principalmente; os alimentos antioxidantes agem contra os radicais livres, que favorecem o processo do envelhecimento precoce; e as fibras tem papel muito importante no aumento da saciedade e por consequência na redução de peso, além de alimentarem as bactérias intestinas, garantindo ainda mais a saúde como um todo.
Aliada a alimentação devem estar os tratamentos estéticos (drenagem linfática, manthus e etc.), atividade física e adoção de hábitos de vida mais saudáveis (não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas), tudo isso para garantir uma maior eficácia dos resultados. Procurando um nutricionista capacitado, você ainda pode contar com os benefícios da fitoterapia, que tem grandes benefícios em tratamentos estéticos.
Aproveite ao máximo o benefício que os alimentos podem te oferecer, e para melhores resultados procure um nutricionista, ele ira propor as melhores opções para VOCÊ.

DIABETES! E AGORA????


Primeiramente é preciso entender que existem alguns tipos diferentes de Diabetes, mas em todos os tipos a orientação nutricional é bem parecida.

A Diabetes tipo 1 é aquela que a pessoa descobre a doença nos primeiros anos de vida. É necessário aplicar a insulina como tratamento medicamentoso. A Diabetes tipo 2 é desevolvida ao longo da vida devido fatores genéticos e hábito de vida como a alimentação inadequada. A Diabetes gestacional é desenvolvida durante a gestação e muitas vezes após o parto ela deixa de existir. A gestante que teve Diabetes Gestacional tem uma chance maior de desenvolver a Diabetes tipo 2 ao longo da vida. Encontramos também a pré-Diabetes. São aquelas pessoas que estão apresentando uma resistência ao funcionamento da insulina, hormônio que coloca o açúcar no sangue para ser utilizado, mas que ainda não foram diagnosticadas com a doença.
A Diabetes é uma doença crônica, ou seja, uma doença que não tem cura. Mas assim como qualquer doença crônica existe um controle. O paciente Diabético pode conviver muito bem com a doença se fizer um tratamento adequado. Hoje em dia existem muitos alimentos próprios para os Diabéticos, mas ainda existem muitas dúvidas em relação à isso. Esse artigo tem como objetivo dar uma idéia do que é necessário tomar cuidado na alimentação do Diabético, mas é muito importante o paciente agendar uma consulta com um Nutricionista para receber as orientações individuais e específicas de cada caso.
1) Retirar totalmente o açúcar, mel, açúcar mascavo, açúcar cristal, açúcar orgânico e todas as preparações que vão esses ingredientes (doces e sobremesas)
2) Não misturar e nem repetir os carboidratos na mesma refeição. Ex: arroz, batata, mandioca, mandioquinha, macarrão, pão, aveia, granola.
3) Prefira o carboidrato integral. Ex: pão integral, macarrão integral, aveia, granola. A fibra presente nesse alimento ajuda a liberar o açúcar no sangue aos poucos e controlar a sobra de açúcar no sangue.
4) Consumir em torno de 3 frutas por dia, mas deve ser fracionado, ou seja, uma de cada vez a cada 3 horas. De preferência, consuma a casca junto.
5) Não  tomar suco de frutas concentrados. Somente 1 fruta por copo.
6) Os vegetais são importantíssimo na alimentação. As folhas podem ser consumidas à vontade. Em relação aos legumes cuidado com a beterraba. Nunca tome suco de beterraba. Consuma a beterraba junto com a refeição em pequena quantidade (em torno de 2 fatias finas ou 1 colher de sopa da beterraba ralada junto do almoço e jantar).
7) É preciso entender a diferença entre light e diet. Uma alimento classificado como light diz que esse alimento tem redução de pelo menos 25 % de um dos componentes. O diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. No caso dos Diabéticos o termo correto é o diet, por ter ausência total de açúcar. Se for comprar algum alimento light precisa conferir nos ingredientes descritos no rótulo, se na composição tem açúcar ou não.
8 ) Os doces diet são boas opções para saciar a vontade de doces. Mas cuidado com a quantidade. Muitas vezes esses alimentos são mais gordurosos do que as versões normais.
9) Não abuse das quantidades de adoçante. A recomendação é de 3 a 5 gotas por copo ou 1 sachê por copo. Dê preferência para os adoçantes naturais (steviosídeo ou sucralose).
O mais importante de tudo é a aceitação da doença. Do momento que o Diabético aceita que o açúcar não poderá mais ser consumido, ele ficará aberto a começar a gostar das versões diet. A resistência no tratamento é o que mais dificulta. É lógico que o sabor do diet não é igual ao alimento normal, mas é possível consumir alimentos diets que são gostosos também.
A quantidade dos alimentos também será um fator fundamental para deixar o nível de açúcar no sangue controlado. Mas essa quantidade é individualizada. Para saber isso é necessário passar por uma avaliação nutricional individualizada.

POR QUE AS DIETAS NÃO FUNCIONAM???

Estamos vivendo uma época singular, na qual há preocupação crescente com alimentação saudável, exercício e bem-estar. Entretanto, os estudos mostram que a incidência das doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, a obesidade, a hipertensão arterial, a síndrome metabólica, os cânceres, a diabetes, as reumatológicas e também, os transtornos de ansiedade e a depressão. Essas doenças envolvem fortes fatores nutricionais: excesso de ingestão de gorduras saturadas, calorias e sódio; baixa ingestão de minerais, vitaminas e fibras. A mídia divulga constantemente as pesquisas e suas relações com a nutrição e o sedentarismo – parece que as coisas não se encaixam, há a sensação de que isso não basta; só informação não basta.
Apesar do aumento da informação disponível, observamos que as mudanças de comportamento não ocorrem na mesma proporção. Cada vez mais as pessoas se perguntam por que não conseguem manter o peso “ideal”, a pressão e ansiedade controladas - culpam a dieta, a revista, a nutricionista que não é boa, o médico que não receitou o melhor medicamento, o boicote dos amigos, a falta de apoio da família, a falta de tempo. Esquecem-se do princípio mais caro ao êxito de qualquer tratamento: a autonomia.
A responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é apenas do nutricionista ou do médico, ela é, sobretudo, do cliente. Isso mesmo, nem sempre, somos pacientes no cuidado da saúde, somos clientes responsáveis contratando um serviço e querendo bom tratamento. Os conceitos precisam ser revistos. É importante frisar que a parte que cabe ao nutricionista e a qualquer profissional da saúde é ajudar no processo motivacional e plantar as bases para o plano de ação que o cliente deve traçar para alcançar o objetivo principal, que é promover e tratar sua saúde.
As pessoas mudam porque seus valores apóiam a mudança. Vários são os caminhos possíveis: elas concluem que a mudança é o melhor a fazer; elas pensam que podem; elas pensam que é importante; elas estão prontas para mudar; elas acreditam que precisam mudar pela sua saúde; elas têm bom plano e apoio social/família adequado para a mudança. O nutricionista deve focar seu trabalho no cliente e entender qual é o gatilho que o levará a mudar seu estilo de vida, deve também apoiar sua autonomia, preencher lacunas e desfazer enganos acerca da terapia nutricional.
Assim, o foco central deve ser o cliente, nunca a dieta em si. O nutricionista tem papel importante na motivação dos clientes para a adoção de estilo de vida mais saudável, mas as estratégias eficazes envolvem mais que a tática de aconselhamento. A compreensão do problema e a disponibilização de informação relevante de modo não “confrontativo” pode aumentar a prontidão para mudanças. O medo de falhar é uma constante entre as pessoas, principalmente entre quem já realizaram muitas dietas sem sucesso e entre os doentes graves. Portanto, o papel do nutricionista volta-se para o encorajamento da autonomia e da confiança, tranquilizando, dando feedback, fornecendo habilidades e recursos necessários para o sucesso do tratamento. Importante: as recaídas fazem parte do processo e não devem ser supervalorizadas.
Em resumo, as dietas não funcionam porque as pessoas, em geral, não sabem o que querem, não podem ou não estão dispostas a realizar qualquer mudança em seus comportamentos alimentares e porque são resistentes. Torna-se urgente pensarmos a questão da educação em saúde e das técnicas que podem ser empregadas pelos profissionais para que os resultados almejados se tornem realidade - os cursos de graduação em Nutrição precisam se estruturar para lidar com a questão da motivação e as reais necessidades dos clientes.

MASSA MAGRA X MASSA GORDA


Primeiramente, vamos discutir um pouco sobre a composição corporal. As técnicas usadas para medir a composição corporal nas academias e clínicas levam, geralmente, em consideração a teoria de que o corpo humano é composto por dois compartimentos básicos: um de gordura e outro livre de gordura. O compartimento da gordura corresponde à massa gorda propriamente dita. O compartimento ausente de gordura (todo o resto) é a massa magra e inclui a massa muscular, a massa óssea, o sangue, a pele, os órgãos, enfim tudo o que sobrou. Quando falamos em ganho de massa magra por meio do exercício nos referimos, principalmente, ao aumento da massa muscular, da massa óssea e do volume sanguíneo – assim, massa magra não é sinônimo de massa muscular.As pessoas praticam exercícios e atividade física por diversos motivos. Estética e desempenho são os principais deles. Os nutricionistas e educadores físicos  frisam e trabalham a questão da importância do ganho de massa magra e perda de massa gorda tanto para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (doenças metabólicas, hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças osteoarticulares e outras). Entretanto, as pessoas precisam entender como o controle metabólico leva ao aumento da massa magra e à redução da massa gorda. Esse é o objetivo do presente artigo, esclarecer o tema de forma clara e simples.
Para que o incremento da massa magra aconteça são primordiais dois fatores: o exercício e a dieta adequada. Por dieta adequada entendamos tanto nutrientes quanto energia, pois a dieta restrita em calorias nem sempre proporciona ganho de massa magra e nem perda de massa gorda pelo fato de ser limitante e comprometer o desempenho do exercício. Na prática as pessoas treinam e não obtém resultados, aumentam o volume de treino e continuam estagnados. É nesse momento que a nutrição assume o papel de “correção” e faz o metabolismo energético se equilibrar.
Como metabolismo energético, podemos entender as reações químicas dependentes de uma série de nutrientes e que ocorrem no interior das células, inclusive nas fibras musculares. A própria contração muscular depende do aporte adequado de cálcio e magnésio para ocorrer de forma perfeita. A quebra (lipólise) e queima (oxidação) de gorduras – que leva à redução da massa gorda – dependem do aporte de vários nutrientes na mitocôndria, que é a organela celular responsável pela oxidação lipídica. Podemos citar vitaminas como niacina, riboflavina, piridoxina; minerais como ferro, cálcio e fósforo, por exemplo. Contudo, em termos metabólicos todas as reações se interligam em algum ponto do mapa metabólico e a deficiência de um nutriente pode afetar reações químicas em outras vias metabólicas.
Via de regra, para a síntese e manutenção da massa magra, a necessidade energética do indivíduo deve ser respeitada, bem como as recomendações nutricionais dos vários nutrientes existentes. O déficit energético pode ativar a queima de proteínas em detrimento das gorduras na mitocôndria na ausência do aporte energético adequado. Um erro bastante comum é as pessoas acreditarem que os alimentos ricos em carboidratos devem ser extremamente restritos na dieta para que a perda de massa gorda ocorra – mas elas desconhecem e desacreditam que uma das principais funções dos carboidratos é fornecer energia imediata para a contração muscular (de forma muito mais eficiente em comparação com os lipídeos), o que promove ganho de massa magra e, em médio e longo prazo, a perda de massa gorda. Outro erro é acreditarem que para sintetizar músculo há necessidade de grande ingestão de proteínas – na verdade, o excesso de proteína é oxidada na mitocôndria, não direcionada para a síntese muscular.
A norma ouro da Ciência da nutrição é o equilíbrio, ou seja, nem mais e nem menos em termos de ingestão de nutrientes e calorias – por isso a suplementação sempre exige cautela dos profissionais nutricionistas. Assim, faz-se importante a atuação conjunta do nutricionista e educador físico para o estabelecimento de resultados potencializados. E também, as pessoas precisam ter em mente que a dieta faz parte de um estilo de vida, que quando alterado implica em necessidade de avaliação da alimentação – o nutricionista é o profissional capaz de traçar metas condizentes com objetivos seguros e saudáveis ao estilo de vida de cada indivíduo.

Nutrição e sistema imunológico


O sistema imunológico protege nosso corpo dos organismos invasores que podem causar doenças e outros problemas de saúde. O organismo sem proteção adequada torna-se muito suscetível a depressões imunológicas, prejudicando a evolução do atleta e obtenção de resultados.
As defesas naturais de nosso organismo ficam debilitadas após exercícios intensos que durem mais do que uma hora. Após os treinos, o número de linfócitos (células brancas) cai, tornando o corpo humano mais suscetível a vírus e outros parasitas. Essa debilitação temporária chama-se “janela aberta” do sistema imune. Esse nome sugere que os micro-organismos podem invadir o corpo e provocar infecções nas próximas quatro horas até três dias, de acordo com a intensidade e duração do exercício e o tipo de nutrição que o atleta faz. Se você tem um programa de treinos pesado e intenso, com certeza já teve aquela sensação de “estou me sentindo meio fraco hoje” ou “meu corpo está meio estranho, deu uma moleza” ou a garganta raspar, o nariz escorrer, como se o início de um resfriado estivesse aparecendo. É normal sentir esses sintomas nas horas subsequentes aos treinos, é sinal de que seu organismo pode estar sendo invadido por micro-organismos do ambiente.
Se o indivíduo realiza dois ou mais períodos de exercícios no mesmo dia, o estresse induzido pelo segundo é muito maior do que o causado pelo primeiro. O ideal é que os atletas aumentem o máximo possível o tempo de intervalo entre os dois treinos. Mas, melhor ainda, seria ter 1 período de treino ao dia, para que o corpo possa ter mais do que 20 horas para se recuperar.
Os estudos tem mostrado que muitos nutrientes aceleram o processo de fechamento da “janela aberta” que expõe o organismo à contaminação. São eles:
1-       CARBOIDRATOS: A suplementação de carboidratos durante exercícios muito intensos e que durem mais que 1 hora e meia ajuda a bloquear as alterações no sistema imune. Quanto maior a depleção de glicogênio nos músculos, maiores serão os desgastes ao corpo, então, para evitar depletar seu glicogênio ao extremo, use suplementação de carboidrato em forma de gel ou líquido em treinos mais longos. Se o treino for menor que 1 hora e ½, consuma fontes de carbo de digestão rápida logo após o término do exercício;
2-       PROTEÍNAS: Uma dieta rica em proteínas ao longo do dia e uma suplementação desse nutriente pré e pós-treino irá garantir o bom funcionamento do sistema imune com produção adequada de anticorpos e outras substâncias de defesa. Quem tem ingestão inadequada de proteínas ao longo do tempo, irá adquirir uma desnutrição proteica, podendo ser leve, moderada ou grave, o que irá debilitar o corpo como um todo, retardando a recuperação e favorecendo doenças. O consumo adequado de proteína também acelera o processo de recuperação das fibras musculares, cortando efeitos nocivos à saúde;
3-      GLUTAMINA: Esse aminoácido é um combustível importante para o crescimento dos linfócitos. Como os níveis de glutamina no sangue diminuem durante o exercício, é importante sua reposição durante o repouso. O ideal é o consumo de 10g diários (quantidades menores não tem tanto efeito) e pode ser consumida no pós-treino ou antes de dormir. Não compre glutamina em cápsulas, afinal, a quantidade de 10g diários dificilmente serão atingidas, pois somente com essa dose, você conseguirá reposição muscular e de células do sistema imune;
4-      ANTIOXIDANTES: Atletas que recebem vitamina C, zinco, selênio e vitamina E apresentam menos episódios de infecções e se por acaso estes ocorrem, não são gripes e/ou dor de garganta tão fortes. Esses antioxidantes podem ser consumidos em cápsulas ou em pó com sabor (manipulado) no pré ou pós-treino. Pós-treino seria a melhor indicação, afinal, a absorção e aproveitamento é melhor. Consumir diariamente. A dosagem de vitamina C deverá ser dividida em 2 períodos do dia, afinal, o corpo não consegue metabolizar mais do que 500mg por vez;
5-      ÓLEO DE PEIXE: As gorduras ricas em ômega 3, como por exemplo o óleo de peixe, inibem a produção de prostaglandina (uma substância inflamatória) durante o exercício, diminuindo assim, os efeitos nocivos dos treinos intensos ao sistema imune. O ômega 3 também irá auxiliar a diminuir a inflamação causada às fibras musculares originadas durante os treinos. Isso acontece devido às propriedades anti-inflamatórias do ômega 3.
Então, o recomendado é que você inclua todos esses itens em seu cardápio diariamente, pois assim, além de treinar pesado à vontade, seu corpo estará protegido e blindado contra organismos nocivos à sua saúde, afinal, sem saúde, ninguém treina!

Anemia ferropriva na infância


É muito comum, nos consultórios de Nutrição, encontramos mães com suas crianças a procura de ajuda para reverter o quadro de anemia. Neste artigo vamos conversar um pouco a respeito da anemia ferropriva e como combatê-la a partir dos cuidados com a alimentação.

Primeiro temos que entender que existem vários tipos de anemia, que se define como: níveis de hemoglobina abaixo dos valores considerados normais devido á condições patológicas. Esta redução dos níveis da hemoglobina pode ser devido a diversos fatores como: infecções crônicas, problemas hereditários sanguíneos, carência de um ou mais nutrientes essenciais para a formação da hemoglobina,como por exemplo o ácido fólico, vit. B12, B6 e C e proteínas.
A anemia ferropriva é aquela caracterizada pela deficiência de ferro. Esta anemia pode se iniciar ainda no período intra-uterino, quando a mãe apresenta baixa ingestão de alimentos fonte de ferro e suas reservas já estão depletadas. Porém, durante os seis primeiros meses de vida o leite materno é capaz de suprir toda a necessidade de ferro que o bebê necessita. Após este período a alimentação complementar deve ajudar a suprir as necessidades. Entretanto, é nesta fase que aumenta o risco de desenvolver a anemia, pois a alimentação oferecida é pobre neste mineral.
Outro fator que interfere no quadro da anemia é a biodisponibilidade do ferro oferecido. O mineral apresenta-se nos alimentos de duas formas: heme e não-heme.
O ferro heme está presente nas carnes e vísceras e tem maior biodisponibilidade e não estão expostos a fatores inibidores. O ferro não-heme, contido no ovo, cereais, leguminosas (feijão) e nas hortaliças (beterraba) são menos absorvidas pelo organismo, porém podem aumentar sua biodisponibilidade com a interação com a vitamina C ou A.  O cálcio, fitatos, presente em sementes e leguminosas, taninos, encontrados nos chás e café, e oxalatos, presente no chocolate, diminuem a absorção do ferro.
Uma alimentação com alta biodisponibilidade de ferro deve ser então diversificada, com quantidades moderadas e carne, ave, peixe e alimentos ricos em vitamina C. Para a alimentação das crianças segue algumas orientações:
  • Ofereça após as principais refeições suco de frutas cítricas como laranja, acerola, morango, goiaba, kiwi;
  • Adicione as verduras verde-escura às preparações cozidas, como por exemplo brócolis cozido no arroz, couve cozida com angu ou polenta;
  • Prepare vísceras ou miúdos ao menos uma vez por semana, como coração ou fígado de galinha cozido, tirinhas de fígado bovino  acebolado. Outra forma de preparar o fígado bovino é como patê, as crianças adoram.
  • Evite sobremesas a base de leite, como sorvete, pudins, creme de leite. Prefira as frutas cítricas.
  • Utilize farinhas, biscoitos e outros alimentos fortificados ou suplementados com ferro, existe uma grande diversidade no mercado.
  • Não substitua refeições salgadas por alimentos lácteos, biscoitos ou guloseimas.
O principal tratamento da anemia ferropriva é a reposição dos estoques de ferro no organismo, com a alimentação na maioria das vezes é possível. Entretanto em alguns casos o pediatra ou nutricionista recomenda o uso dos sais de ferro como suplementação, como por exemplo, o sulfato ferroso, lactato ferroso. Tais podem induzir algum efeito colateral como diarréia e fezes escuras.
Porém, as modificações na alimentação são fundamentais para a melhora do quadro e consequente mudança de hábito visando aumento do aporte de ferro. Em todo caso o acompanhamento com o nutricionista é essencial.